terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Gastons


Um dia desses estava revendo o clássico musical "A Bela e a Fera" através de uma peça onde
Kiara Sasso era a "Bella"... E sinceramente os meus olhos eram atentos apenas nas atuações do personagem Gaston. Um homem marcado por sua forma rústica, super conhecido na vila, por seu jeito galã que seduzia as camponesas.

E que beleza há nele? - Me perguntei. Os elogios que ele recebe só aumentam o seu ego e a futilidade.

Assim como todas as pessoas na vida, sempre existe um Gaston para se notar. Gaston, pode ser homem ou mulher, onde mostra o que não é. Caminham nas ruas, andam ao seu lado, mas se escondem do mundo como o Fantasma da Ópera, a sua máscara é o acessório necessário para aparição; Gastons parecem belos, são aparentemente perfeitos, mas podem vir a ser monstros fantasiados, e eternos se alimentar.
Por isso eu digo, superficialidade leva a nada, nós já sabemos o fim de Gaston, portanto, é melhor tentar matar a fera que existe dentro de si.
Aquilo sim é uma fera.


Zaz- Les Passants





Tradução:
Os pedestres- Les Passants

Os pedestres passam, e eu passo o meu tempo a observar e pensar,
Em suas pressas, em seus corpos feridos, seus passados,
São revelados nos passos sem se preocupar.

Que, desconfiado, olha
Eu percebo o jogo de panelas,
Os seus rostos com máscaras,
Me parece tão repugnante
Fingir um semblante
Que está no ar do tempo

Passa, passa, passará
O último ficará
Passa, passa, passará
O último ficará

A criança faz festas,
O fato é que o afeto se reflete em sua capacidade de tomar o fato
Tal como ele é
Sem se refletir a um sistema de pensamentos que dão em sua cabeça

Outono já, ontem era verão, o tempo me surpreende,
Está sempre acelerado, os números da minha idade, me conduzem ao meu sonho

Passa, passa, passará
O último ficará
Passa, passa, passará
O último ficará

Cada mês é jogado em diferentes ciclos,
É engraçado estes turbilhões que me motivam através do tempo, de um estado para outro
Eu oscilo inexoravelmente

No momento em que corro para o equilíbrio
Cada julgamento sobre as pessoas me dão a direção de seguir
Sobre essas coisas que podem mudar em mim
Que me impedem de ser livre

As vozes se libertaram e se expuseram nas vitrines do mundo em movimento
Os corpos dançam em harmonia
Deslizam, agitam, se misturam e se atraem irresistivelmente

No momento em que eu corro para a expressão
Em Cada emoção me faz querer expressar o não dito
E que a justiça seja feita em nossas pobres vidas adormecidas

Passa, passa, passará
O último ficará.

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